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quinta, 09 de setembro de 2010
Portal Onhas.com : Cidade
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Isabel Mendes Cunha
Nascida em 1924, em Araçuaí, Isabel é uma das mais famosas artesãs do Vale do Jequitinhonha. Suas peças são conhecidas tanto nos grandes centros urbanos do Brasil quanto do exterior. Seus pais eram trabalhadores rurais e foi com sua mãe que Isabel aprendeu sua arte, inicialmente produzindo peças de cerâmica utilitária. Seus trabalhos mais conhecidos e reconhecidos são as bonecas, que chegam a medir mais de 1,5 metro de altura. Essas bonecas são feitas em partes separadas que depois são unidas. O acabamento é feito utilizando o próprio barro, que é especialmente recolhido e preparado para que possa apresentar várias tonalidades diferentes. Isabel criou um estilo próprio e marcante. O gosto em repassar seus conhecimentos, tanto para familiares quanto para a comunidade, acabou criando o que poderia se chamar de uma verdadeira escola de cerâmica.
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João Alves
Natural de Taiobeiras, João Alves é um especialista na produção de figuras que retratam o dia-a-dia dos negros nos tempos de escravidão. Alguns dos temas de suas peças são negros pescando, mulheres socando milho e homens a caminho da feira. Diferentemente da grande maioria das obras em barro produzidas na região, suas peças não são levadas ao forno e a tinta utilizada é a tinta acrílica.
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Josefa Alves dos Reis
Vivendo a cerca de 40 anos em Araçuaí, a nordestina Josefa Alves dos Reis, Zefa, trabalhava com o barro, mas apesar do sucesso como ceramista, por problemas de saúde, Zefa, atualmente, trabalha como entalhadora.
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Maria Lira Marques
Lira nasceu em Araçuaí em 1945. Sua mãe trabalhava no barro, mas a artesã aprendeu com o pai a mexer com a cera que ele usava para costurar sapatos. Depois de um tempo, Lira resolveu trabalhar com o barro e atualmente, devido a problemas de saúde, largou o ofício de cerâmica. Hoje ela pinta quadros utilizando pigmentos de terra como tinta. Lira já participou de várias mostras, tanto individuais quanto coletivas.
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Noemisa Batista dos Santos
Noemisa vem de uma longa tradição de mulheres ceramistas. Sua mãe, Joana Batista dos Santos, foi quem lhe ensinou o ofício. Seu trabalho é minucioso e ela sempre da um toque especial às suas criações. Um exemplo disso são as casinhas com telhados removíveis, para que se possa ver o interior e os grandes relógios de pulso que seus bonecos, homens ou mulheres, usam. A artista é considerada uma das ceramistas mais criativas no que se refere à modelagem de peças decorativas. A maioria de suas peças mostram uma cena por inteiro: um casamento onde se pode ver a noiva, o noivo, o padre, os padrinhos e o altar.
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Ulisses Mendes
Filho de mãe paneleira e pai minerador, Ulisses nasceu em Campinhos, distrito de Itinga. Seus primeiros trabalhos em cerâmica foram feitos para mostrar a terrível inundação do Rio Jequitinhonha em 1979. Essa inundação foi uma das maiores tragédias que a população, principalmente a de baixa renda, da localidade de Itinga e adjacências já vivenciou. Seus trabalhos normalmente retratam lavradores e lavradores crucificados, com as ferramentas utilizadas no trabalho diário da roça.
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Ulisses Pereira chaves
Ulisses Pereira Chaves nasceu em Córrego Santo Antônio, que fica próximo à cidade de Caraí, cidade na qual vem desenvolvendo seu trabalho em barro. Suas esculturas chegam a medir 1m de altura e misturam bichos com gente, representam animais de várias cabeças e rostos estranhos, sendo caracterizadas como próximas do surrealismo. O surrealismo foi um movimento artístico e literário criado em 1924, data do lançamento do “Manifesto Surrealista”, escrito por André Breton. O surrealismo propunha aos artistas a expressão livre de suas idéias, dando vazão aos impulsos da vida interior, sem nenhum tipo de restrição. Sugeria a expressão do subconsciente, dos sonhos e das fantasias, pregando a livre associação de idéias.
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