quinta, 09 de setembro de 2010

: Músicos

Arlindo Maciel

Nascido em Turmalina, Arlindo Maciel, médico e compositor, é de uma família de músicos e aprendeu a tocar violão aos dez anos de idade, quando morava em Minas Novas. Por essa época, Arlindo estava aprendendo seus primeiros acordes e a Bossa Nova estava em seu apogeu, mas segundo Arlindo, não aprendeu as músicas porque ninguém da região sabia tocar aquelas harmonias complicadas. No entanto, aprendeu a tocar sambas e serestas e começou a se interessar pela noite, hábito que ainda cultiva. Em 1972, entrou para a Escola de Medicina da UFMG, nessa época, apesar do predomínio do pop, Arlindo estava interessado em destrinchar os acordes dissonantes de sua infância, agora, traduzidos nas músicas do Clube da Esquina. Após o período estudantil e já ganhando algum dinheiro, resolveu estudar harmonia. Como professores teve Rogério Leonel, Gilvan de Oliveira, Celso Moreira e Toninho Horta. Arlindo sempre compôs muito, mas o medo de ser mal interpretado pelos pacientes o levou a adiar a idéia de gravar um CD. O projeto só foi concretizado em 6 de junho de 2005, com o lançamento do CD “Sentimentos”.

Bilora

Bilora nasceu no Povoado do Córrego do Norte, a poucos quilômetros da Aldeia dos índios Maxakali, no município de Santa Helena de Minas, Vale do Mucuri. Aprendeu a tocar violão ainda na adolescência influenciado por um tio sanfoneiro (Armindo ) e por um amigo (Dau). No mesmo período participou de shows de calouros em Santa Helena, Machacalis, Águas Formosas e Umburatiba. Ganhou vários e acredita que essa experiência foi fundamental para despertar o seu talento como músico. Descobriu o dom de compor e passou dos shows de calouros aos festivais da canção. Ganhou inúmeros prêmios, a princípio em parceria com João Brasil e depois sozinho. Nesse período conheceu Pereira da Viola e Josino Medina e junto com eles, a viola. Tomou gosto pelo instrumento e não largou mais. Gravou o primeiro disco em 98, "De viola e coração". Em 2000 gravou "Fuxico no Forró" e, em 2001, o premiado "Tempo das Águas".

Carlos Farias

Nascido em Machacalís, MG, Carlos Farias é cantor, compositor, psicólogo e produtor artístico. Seu gosto pela música veio do avô paterno, boiadeiro e tocador de viola. Em Belo Horizonte estudou canto e participou da extinta oficina de teatro com Pedro Paulo Cava. Em 1985 volta para o Vale e participa ativamente dos movimentos culturais, sendo um dos vencedores do VII Festivale. Durante o biênio 92-93 presidiu a Casa de Cultura de Almenara. Seu primeiro LP foi lançado em 1994 e em 1996 relançou seu primeiro disco em CD.

Carlos Farias e Coral das Lavadeiras

O cantor, psicólogo e pesquisador cultural Carlos Farias fundou, juntamente com outras pessoas da comunidade, quando presidia a Casa de Cultura de Almenara, entre 1992-93, o Coral das Lavadeiras. A idéia surgiu ao perceber que as mulheres integrantes da lavanderia comunitária do Bairro São Pedro, que cantavam durante o trabalho, cantavam muito bem. O repertório inicial era constituído de canções de domínio público: batuques, cirandas, cantigas de roda, folias, modinhas. A esse repertório Carlos Farias acrescentou várias canções resgatadas por ele mesmo do folclore do Vale, em suas andanças pela região a partir de 1985. Em 2001 foi realizado o sonho de gravar o primeiro CD, “Batukim Brasileiro”. Em 2005, foi lançado “Aqua” e, em 2006, foi aprovado o projeto de mais um trabalho de Carlos Farias e do Coral das Lavadeiras. Contatos para Show: (31) 3476-3579 carlosfarias@terra.com.br

Célia Mara

Célia nasceu em Pedra Azul, e vive há mais de 15 anos em Viena, austria. Tem uma carreira internacional importante, se apresentou nos maiores festivais da Europa, como nas salas de alta cultura (Ópera de Viena, Palácio Nacional da Cultura de Sofia, Etc.) Foi premiada varias vezes na Austria e no Brasil pelo seu trabalho artístico e Cultural. Célia mara foi a primeira mulher a participar no Festivale entre os outros.

Conheça mais o trabalho de Célia Mara: http://www.celia-mara.net

Coral Trovadores do Vale

O Coral Trovadores do Vale é da cidade de Araçuaí, Vale do Jequitinhonha. Nasceu no último ano da década de sessenta, quando Frei Chico (Frei Francisco Van Der Poel) convidou um grupo de jovens pobres de Araçuaí para cantar as músicas do povo da região. O repertório dos TROVADORES é composto, exclusivamente, de canções aprendidas com os moradores do lugar. No seu programa estão cantos de canoeiros, tropeiros, boiadeiros e machadeiros - batuques, beira-mar, roda, vilão, contradança, folias, benditos, excelências e cantos de penitência. Os instrumentos musicais em consonância com a política de valorização da regionalidade também são típicos: tamborzão, roncador, pirraça, pandeiro, caixa e violão. O coral lançou seu primeiro CD em 1983, “Ainda Bem Não Cheguei”, produzido pelo Movimento de Cultura Popular do Vale do Jequitinhonha. O segundo, “Beira-Mar Novo”, foi gravado ao vivo na Igreja de Nossa Senhora do Rosário de Araçuaí. O repertório, selecionado por Frei Chico e a artesã e pesquisadora Lira Marques.

Déa Trancoso

Cantora revelação do Vale do Jequitinhonha, Déa Trancoso é natural da cidade de Almenara. Chico Lobo, seu parceiro, a considera como a “flor mais mimosa do que a do Ipê. Voz de quem conhece, vive, sofre e se alegra com as artimanhas do coração.” Para ele, Déa Trancoso é dona de uma voz que não está presa nas linhas dos conceitos e regras, mas é livre e se empresta à viola com uma gratuidade própria de quem, na beira de rio, bate a roupa nas pedras da vida e canta. Canta com a alma. E encanta qualquer violeiro que se atreva a pontear sua viola em noites de lua; nas beiras, vargens , igapós, igarapés e mares, como sereia. “O Violeiro e a Cantora” é o seu Cd de estréia.

Grupo Amalé

O Grupo Amalé, Grupo de Divulgação das Manifestações Folclóricas, foi criado em Juiz de Fora, inicialmente como grupo de dança e mais tarde de música. Tendo por objetivo o resgate da cultura popular, foi alargando sua pesquisa por todo o estado de Minas. Para a realização do show Paray-una, comemorativo de seus 25 anos, o grupo percorreu Vales do Jequitinhonha, do Mucuri e do São Francisco, e fez um belíssimo retrato da cultura musical ribeirinha. Criou-se, assim, a forte ligação que o grupo tem com a cultura do Jequitinhonha.

Lucinho Cruz

Natural de Almenara, Lucinho Cruz sempre esteve rodeado de música. Quando menino, ouvia seu pai tocar viola e sua primeira experiência foi com uma sanfona, ao tentar acompanhar o pai. Trabalhou com sonorização de festas, shows e apresentações, convivendo com artistas como Rubinho do Vale, Saulo Laranjeira e Paulinho Pedra Azul. Isso despertou seu interesse pelos palcos. Sensível ao meio em que vivia, logo descobriu sua vocação para a música. Hoje, cantor e compositor, lançou recentemente seu primeiro cd, “Seja o que deus for”. Lucinho está em Belo Horizonte desde 1991, onde construiu com solidez seu espaço, já tendo dividido palco com Belchior, Renato Teixeira, Xangai, Ed Mota, Cauby Peixoto, Saulo Laranjeira e Paulinho Pedra Azul.

Mark Gladston

Mark Gladston, cantor e compositor, nasceu em 1980, na cidade Minas Novas, Minas Gerais. Reside em Belo Horizonte desde 1996, onde atualmente estuda publicidade e propaganda na Puc-Minas e atua como músico nas noites da capital. Sua primeira banda foi formada aos 13 anos, quando residia em Teófilo Otoni e, já por essa época, suas músicas eram tocadas nas rádios locais. Apesar da pouca idade Mark Gladston já teve oportunidade de se apresentar ao lado de Marku Ribas, Maurício Tizumba, Wilson Sideral, Paulinho Pedra Azul e Zeca Baleiro. Sempre presente nos eventos e festivais do Vale do Jequitinhonha, foi o vencedor do concurso de composições do FESTIVALE 2004, ganhando também como melhor intérprete. Seu primeiro CD-single, "Divera", foi lançado em 2005. O compositor assumiu, em 2006, o nome artístico Verono.

Paulinho Pedra Azul

Nascido em três de agosto de 1954, na cidade de Pedra Azul, Vale do Jequitinhonha, Paulo Hugo Morais Sobrinho, desde pequeno esteve ligado à natureza, onde encontrou a inspiração e o impulso que o levaram à carreira artística. O jovem artista começou suas atividades pela pintura, aos 13 anos. Em seguida se envolveu com a música e a poesia e, aos 22 anos, já havia participado de vários festivais de música do Vale do Jequitinhonha. Como integrante de um conjunto de baile, fez shows por diversas cidades mineiras. Em busca de mais espaço, mudou-se para São Paulo, onde viveu por uma década. Lá, morou e trabalhou com Saulo Laranjeira, cantor e ator, também seu conterrâneo. Nessa fase, já conhecido no meio artístico, gravou seu primeiro Long Play" Jardim da Fantasia", e, como forma de diferenciação dos demais músicos homônimos, adota o nome de Paulinho Pedra Azul, em homenagem à sua terra natal.

Pedro Moraes

Com apenas 22 anos, Pedro Morais vem conquistando respeito no cenário musical mineiro. Suas apresentações são em média de 100 por ano e realizam-se tanto na capital quanto no interior de minas. Pedro começou a tocar violão aos sete anos de idade e aos 8 também já tocava bandolim, passando a freqüentar as rodas de chorinho e samba-canção com seu pai Dalton Magalhães. Habituado aos palcos desde novo, ainda menino, Pedro acompanhou sua mãe, Vânia Morais, cantora, e seu pai, em diversos festivais no interior. Aos 14 anos voltou a se interessar por violão e passou a se apresentar em bares de BH. Em 2003 gravou seu primeiro single-demo, com quatro faixas, ao lado de amigos e parceiros como Kadu Vianna, Magno Mello, Eduardo Toledo e Wladmir Garcia.

Rubinho do Vale

Cantor e compositor mineiro do Vale do Jequitinhonha, Rubinho do Vale começou sua carreira musical cantando em festivais. Gravou seu primeiro disco "Tropeiro de cantigas' em 1982. Em seguida gravou mais seis LPs, "Violas e tambores', "Viva o povo brasileiro", "Trem bonito", "Encantado", "Ser criança", "Verde vale vida", em cd gravou "Cavaleiro da paz", "Justiça e paz se abraçarão", "Jequitinhonha vale Brasil", "Enrola-bola , brinquedos, brincadeiras e canções' e "A alma do povo - folclore e cultura popular". Sua música está intimamente ligada à cultura popular e regional do Vale do Jequitinhonha.

Saulo Laranjeira

Saulo Pinto Muniz, nasceu em Pedra Azul, Vale do Jequitinhonha, Minas Gerais, em 11 de novembro de 1952. Quando menino, corria atrás do circo, aprendia truques, piadas e montava, em casa, o seu próprio circo, cobrando entrada e imitando, com perfeição, o que via no picadeiro de gente grande. Fazia também suas touradas domésticas, seu bumba-meu-boi, além de pequenas peças infantis e, sempre que possível, cantava nas serenatas que o folclore de Pedra Azul tem como memoráveis. Em 1966, Saulo chega a Belo Horizonte para estudar, e confirma a vocação: enquanto estuda, faz teatro infantil com Ricardo Bezerra e é eleito revelação do ano em 67 por sua participação na peça "Os Marcianos". Em 1970 vai para o Rio de Janeiro. Ao lado de Heitor Pedra Azul montam as peças infantis "Os Netinhos da Vovó Jujú" e "Esse Cabral descobre cada uma" de sua própria autoria e começam a ganhar respeitabilidade com shows em clubes, teatros e festivais.

Tau Brasil

Tau Brasil nasceu Carlos Roberto, na cidade de Águas Formosas, Vale do Mucuri. Violeiro de primeira, dá interpretações originais a tudo que toca. Com três CDs gravados, já tem consolidada a identidade de autêntico forrozeiro.

Vagner Santos

Vagner Rodrigues Santos é professor e vice-diretor da Faculdade de Odontologia da UFMG e dedica-se à carreira de cantor e compositor desde a década de 70. Vagner é natural de Rubim e sua relação com a música começou desde novo ouvindo a mãe cantar e observando o pai, que tocava clarineta. Suas primeiras apresentações foram em Diamantina, onde estudou até os 13 anos. Juiz de Fora, cidade onde estudava Biologia, foi onde compôs sua primeira canção: Valéria, em homenagem a uma namorada da época. Vagner abandona o curso de Biologia e decide mudar-se para Belo Horizonte. Em 1980, forma-se como dentista e em 1982 forma-se bacharel em Microbiologia. Vagner já venceu vários festivais de música e, ao todo, já fez mais de 50 apresentações, incluindo internacionais.

Walter Dias

O cantor e compositor nasceu em Araçuaí, depois mudou-se para Goiás e mora em Belo Horizonte desde 89 onde toca em bares e casas de shows. “A minha maior escola é a noite. Sou um fã incondicional do Clube da Esquina, da música do Vale e da música regional brasileira”. Mas o aprendizado do cantor não foi somente na noite belorizontina: “acho que todo índio é músico por natureza. Eu sou descendente dos botocudos, do grupo dos aymorés. Meu avô é sanfoneiro. Ele fazia cantoria e meu pai também”, lembra. Música correndo nas veias, assim é o povo do Vale.

Walter Dias, é o músico mais premiado do festivale. Ele já participou de sete festivales e recebeu seis prêmios. Sendo dois primeiros lugares, dois terceiros lugares e dois melhores intérpretes. Em sua estrada, os festivais são presenças constantes, são mais de 100 participações pelo Brasil.

Fonte: http://www.clevanepessoa.net

Wilson Dias

Mineiro de Olhos D'água, Wilson Dias, desde pequeno, teve na música uma fiel companheira. Seu pai foi seresteiro e o garoto cresceu ouvindo Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Dominguinhos e o folclore do Norte de Minas e do Jequitinhonha. Em 1980 se mudou para Belo Horizonte, onde começou a compor suas próprias canções, participar de festivais, além de integrar uma banda de baile, que contribuiu para seu crescimento artístico. Há doze anos Wilson vive só de música. Profissional competente, é sempre requisitado por artistas como Pereira da Viola, Chico Lobo, Carlos Farias e outros, para apresentações especiais e gravações em estúdio. Em dezembro de 1997, lançou, com recursos próprios, o CD "Pequenas Histórias", seu primeiro trabalho fonográfico, realizando um grande show no Teatro da Praça. O disco saiu pelo selo Epovale Produções Artísticas e reúne 15 faixas, a maioria compostas por Wilson Dias e Socorro Pinho, além de canções de Carlos Farias e Gonzaga Medeiros, dentre outros parceiros, e contou com a participação especial de Pereira da Viola. Com este show, Wilson Dias percorreu algumas cidades do interior de Minas e outras capitais brasileiras.



Estrada de Ferro Bahia-Minas

© Copyright 2005 Onhas.com

Quem Somos   Política de privacidade   Condições de Uso